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O futebol e o rádio

12/04/2008

Ainda menino, ao lado de meu pai, já ouvia pelo radio partidas de futebol, e olha que naquele tempo ainda nem havia TV. Foi pelo rádio que ouvi, principalmente ali na Praça Ozório, o Brasil se tornar campeão em 58 e bi em 62.

Cresci e estou envelhecendo ouvindo radio, em campo ou fora dele, as vitórias do meu Atlético (as derrotas já esqueci, pois uma vitória apaga muitas derrotas) aos que sei, os clubes nunca efetivamente cobraram por isso.

Sei também que fora do Brasil a cobrança para transmissão de qualquer espetáculo é um fato consumado, nossas emissoras quando não o fizeram diretamente se associaram para transmitirem eventos internacionais como Olimpíadas, Copa do Mundo etc.

Trata-se de um fato novo, polemico com toda a certeza, cheio de voltas e reviravoltas e seja em que nível for, o assunto estará em pauta até o início do Campeonato Brasileiro.

Se alguém foi pego de surpresa quanto a isso é porque tem memória curta, pois me lembro ter ouvido o MCP falar em diversas entrevistas, quando ele ainda as dava.

No meu entender, o valor estipulado inicialmente foi o que mais motivou a surpresa, acho que, de modo geral, a atitude já era esperada.

Porem não se ouviu alguém perguntar o que o Atlético vai oferecer pra vender por tal preço, será esse time que está ai? Se for, vai ficar caro, agora se fizer um time pra servir de base pra seleção, pode até ficar barato (particularmente não acredito).

Com o advento da TV a cabo tem muita emissora ai barateando seu custo, com locutores, comentaristas e até repórter fazendo tubo e vendendo, certamente, ao preço de transmissão ao vivo.

O tempo é o senhor da razão e tenho a certeza que as partes vão se entender e ficara bom pra todos.

Paulo Farah, 60 anos, é aposentado. Este artigo reflete as opiniões do autor, e não da Furacao.com. O site não se responsabiliza e nem pode ser responsabilizado pelas informações acima ou por prejuízos de qualquer natureza em decorrência do uso dessas informações.

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