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Certíssimo

10/04/2008

Já estava na hora de algum clube exigir pagamento para a transmissão de partidas de futebol.

A iniciativa, mais uma vez, deu-se com o Atlético.

O princípio é básico: as emissoras de rádio auferem lucro transmitindo futebol. Nada mais razoável do que compartilhar o lucro com o protagonista do evento.

Chega daquela ultrapassada história da função social, informação trazida pelas rádios. Um elogio aqui, uma benesse do clube ali. O tempo passou. Hoje a informação é pelo site oficial ou pelos veículos de comunicação, que pagam agências de notícias mas contraditoriamente nunca pagaram para transmitir um evento de futebol no Brasil.

Vai ter choradeira. Vão dizer que as rádios arrecadam pouco, que o clube é um patrimônio da população não sujeito às regras da iniciativa privada, que o torcedor não terá acesso a informação imparcial... tudo bobagem.

Clube de Futebol é de propriedade dos torcedores e suas notícias (treinamentos, eleição) devem mesmo ser públicas, sob pena de um louco fechar as portas e jogar a chave fora. Entretanto, a transmissão da partida de futebol é um evento, grandioso por sinal, que deve se sujeitar a um preço justo para fazer frente às despesas. Perceba-se, o direito de transmissão radiofônica está à venda, e por um preço bem razoável, diferente do que seria o impedimento da transmissão ou mesmo uma cobrança em valores absurdos para, na prática, impedir a transmissão.

Aliás, curiosa será a crítica da imprensa, bem aquela em que narrador e comentarista transmitem os jogos fora de casa pelo estúdio, dizendo-se estar no estádio.

André Gomes Silvestre, 29 anos, é advogado. Este artigo reflete as opiniões do autor, e não da Furacao.com. O site não se responsabiliza e nem pode ser responsabilizado pelas informações acima ou por prejuízos de qualquer natureza em decorrência do uso dessas informações.

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