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Assis
Um dos maiores ídolos da torcida do Fluminense de todos os tempos, Assis foi autor do gol que deu o campeonato estadual de 1983, em cima do rival Flamengo, aos 45 minutos do segundo tempo. Assis é tão importante para o clube carioca que o gol antológico foi eleito pela torcida como um dos mais importantes na história do Fluminense. Imortalizado num painel de fotos no Museu do Maracanã, o gol também foi de fundamental importância para a caminhada rumo ao tricampeonato estadual de 83/84/85 e a conquista do Campeonato Brasileiro de 84. Jogando pelo Juventus, seu primeiro contato com o futebol quase acabou em desilusão. Depois de apenas dois meses no clube, Assis foi dispensado. A situação também se repetiu na Portuguesa, forçando-o a desistir do esporte. Trabalhando de dia e estudando à noite, ele jogou nos campos de várzea nos finais de semana em troca de cachê. Para aumentar a renda, algumas vezes ele chegou a jogar quatro equipes, duas vezes no sábado e duas no domingo. O dinheiro que recebia lhe permitia comer uma pizza na Mooca ou pagar um sorvete para a namorada. Foi nessas andanças por terrenos esburacados que um olheiro viu o atacante jogar e o levou para o São José. Foi realizado um coletivo no clube e a diretoria pediu para Assis ficar. Ele, que dormia no alojamento, acabou sendo contratado. Não deu muito tempo e, sem receber, o jogador de apenas 22 anos parou tudo e voltou ao antigo lar. Depois de passar pela Internacional de Limeira, sua carreira começou a decolar na Francana, onde foi artilheiro da equipe. Em 1979, disputando a primeira divisão do Campeonato Paulista, Assis fez um gol contra o São Paulo e chamou a atenção dos dirigentes tricolores. Com o aval do então técnico Carlos Alberto Silva, o atacante foi contratado e realizou o sonho do pai, seu grande incentivador na carreira. Após uma curta passagem pelo Internacional, Assis chegou ao Atlético, trocado juntamente com Washington pelo lateral Augusto. No rubro-negro, Washington e Assis deixaram de ser bons jogadores para se tornaram mitos. Juntos, ajudaram o Furacão a conquistar o Campeonato Paranaense de 1982, encerrando um jejum de doze anos sem título. Infernizaram as defesas adversárias, fazendo com que a equipe chegasse à semifinal do Campeonato Brasileiro de 1983. Antes nas quartas, o Atlético eliminou o São Paulo. Venceu por 1 a 0 em pleno Morumbi, com gol de Assis. Esguio, elegante e habilidoso, Assis marcou época com a camisa atleticana. Foi ídolo de uma geração e conquistou muitos torcedores, que viraram atleticanos graças ao ótimo time de 82/83. Tamanho foi o sucesso do casal 20 que vários clubes se interessaram pelos jogadores. Acabaram sendo negociados com o Fluminense. Na época, o Flu só queria levar Washington, mas acabou sendo convencido a ficar com os dois. Assis jurou que iria provar seu valor e conseguiu. Dentro de campo, calou os críticos, tanto é que virou ídolo e até hoje é respeitado por todos no Fluminense. Assis atuou três vezes na Seleção Brasileira e fez gols importantíssimos. Maneca, como alguns lhe chamam, ainda voltou a jogar no Atlético em duas ocasiões e em ambas foi campeão. Em 1988, alternou a condição de reserva com a de titular e foi muito importante para o título. Já em 1990, como reserva, não teve participação tão decisiva, mas inspirou os mais jovens. Foi uma ótima forma de encerrar a carreira, vestindo a camisa do clube qu o consagrou. Ele ainda tentou ser técnico, mas não teve o mesmo sucesso da época de jogador. Assis foi eleito para integrar a Seleção dos 80 Anos do Atlético.
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